Geladura

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Geladura
Geladura dois a três depois de um circuito de montanhismo
Sinónimos Úlcera de frio
Especialidade Medicina de emergência, ortopedia
Sintomas Perda de sensibilidade, sensação de frio, entorpecimento, palidez1
Complicações Hipotermia, síndrome compartimental21
Tipos Superficial, profunda2
Causas Temperatura abaixo do ponto de congelação1
Fatores de risco Consumo de álcool, fumar, perturbações mentais, alguns medicamentos, antecedentes de lesões pelo frio1
Método de diagnóstico Baseado nos sintomas3
Condições semelhantes Frieira, pé de trincheira4
Prevenção Evitar exposição ao frio, vestuário adequado, manter-se hidratado e nutrido, permanecer ativo sem ficar exausto2
Tratamento Reaquecimento, medicação, cirurgia2
Medicação Ibuprofeno, vacina contra o tétano, iloprosta, trombolíticos1
Frequência Desconhecida5
Classificação e recursos externos
CID-10 T33-T35
CID-9 991.0-991.3
DiseasesDB 31167
MedlinePlus 000057
eMedicine emerg/209 med/2815 derm/833 ped/803
MeSH D005627
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Geladura ou úlcera de frio é uma condição caracterizada pela congelação da pele ou de outros tecidos causada pela exposição a baixas temperaturas.1 O sintoma inicial é geralmente Perda de sensibilidade na área afetada,1 que pode ser seguido de entorpecimento e pele de tom azul ou branco.1 Durante o tratamento pode ocorrer tumefação ou aparecimento de bolhas.1 As áreas afetadas com maior frequência são as mãos, pés e rosto.4 Entre as possíveis complicações estão a hipotermia e síndrome compartimental.21

O risco é maior em pessoas expostas a baixas temperaturas durante períodos prolongados de tempo, como entusiastas de desportos de inverno, pessoal militar e pessoas sem-abrigo.61 Entre outros fatores de risco estão o consumo de bebidas álcoolicas, fumar, perturbações mentais, alguns medicamentos e antecedentes de lesões causadas pelo frio.1 O mecanismo subjacente envolve lesões provocadas por cristais de gelo e trombos nos pequenos vasos sanguíneos causados pelo degelo.1 O diagnóstico baseia-se nos sintomas.3 A gravidade da condição pode ser classificada em superficial (1º e 2º graus) ou profundo (3º e 4º graus).2 Em alguns casos são usados exames de cintigrafia óssea e ressonância magnética para ajudar a avaliar a extensão das lesões.1

A prevenção consiste em evitar a exposição a baixas temperaturas, em usar vestuário adequado, em manter-se hidratado e nutrido, e em manter-se ativo, mas sem ficar exausto.2 O tratamento consiste no reaquecimento.2 O reaquecimento só deve ser realizado quando não há o risco de nova congelação.1 Não é recomendado esfregar ou aplicar neve na área afetada.2 Geralmente recomenda-se a administração de ibuprofeno e da vacina contra o tétano.1 Em lesões graves podem ser administrados iloprosta ou trombolíticos.1 Em alguns casos pode ser necessária cirurgia.1 No entanto, a amputação é geralmente adiada por alguns meses de modo a se poder avaliar a extensão das lesões.2

Desconhece-se o número de casos de geladuras.5 Entre os montanhistas, a incidência pode chegar aos 40% em cada ano.1 A idade mais comum das pessoas afetadas é entre os 30 e os 50 anos de idade.4 As evidências mais antigas da ocorrência de geladuras datam de há 5000 anos.1 A primeira descrição formal da condição foi feita em 1814 por Dominique Jean Larrey, médico no exército de Napoleão1 Ao longo da história, as geladuras tiveram um impacto significativo em diversos conflitos armados.1

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v Handford, C; Thomas, O; Imray, CHE (maio de 2017). «Frostbite.». Emergency medicine clinics of North America. 35 (2): 281-299. PMID 28411928. doi:10.1016/j.emc.2016.12.006 
  2. a b c d e f g h i j McIntosh, Scott E.; Opacic, Matthew; Freer, Luanne; Grissom, Colin K.; Auerbach, Paul S.; Rodway, George W.; Cochran, Amalia; Giesbrecht, Gordon G.; McDevitt, Marion (1 de dezembro de 2014). «Wilderness Medical Society practice guidelines for the prevention and treatment of frostbite: 2014 update». Wilderness & Environmental Medicine. 25 (4 Suppl): S43–54. ISSN 1545-1534. PMID 25498262. doi:10.1016/j.wem.2014.09.001 
  3. a b Singleton, Joanne K.; DiGregorio, Robert V.; Green-Hernandez, Carol (2014). Primary Care, Second Edition: An Interprofessional Perspective (em inglês). [S.l.]: Springer Publishing Company. p. 172. ISBN 9780826171474 
  4. a b c Ferri, Fred F. (2017). Ferri's Clinical Advisor 2018 E-Book: 5 Books in 1 (em inglês). [S.l.]: Elsevier Health Sciences. p. 502. ISBN 9780323529570 
  5. a b Auerbach, Paul S. (2011). Wilderness Medicine E-Book: Expert Consult Premium Edition - Enhanced Online Features (em inglês). [S.l.]: Elsevier Health Sciences. p. 181. ISBN 1455733563 
  6. Handford, Charles; Buxton, Pauline; Russell, Katie; Imray, Caitlin EA; McIntosh, Scott E; Freer, Luanne; Cochran, Amalia; Imray, Christopher HE (22 de abril de 2014). «Frostbite: a practical approach to hospital management». Extreme Physiology & Medicine. 3. 7 páginas. ISSN 2046-7648. PMC 3994495Acessível livremente. PMID 24764516. doi:10.1186/2046-7648-3-7 

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