Lygia Fagundes Telles

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Lygia Fagundes Telles Gold Medal.svg Academia Brasileira de Letras
Lygia em 2011, durante reunião no Ministério da Cultura.
Nome completo Lygia de Azevedo Fagundes
Nascimento 19 de abril de 1923 (94 anos)
São Paulo,  São Paulo
Nacionalidade  Brasileira
Ocupação Escritora e jurista
Prémios Prémio Jabuti (1966)

Prémio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (1973, 1980)
(1974)
Prémio Camões (2005)
Prêmio Juca Pato (2008)

Magnum opus Ciranda de Pedra (1955)
As Meninas
As Horas Nuas

Lygia Fagundes Telles, nascida Lygia de Azevedo Fagundes ComIH (São Paulo, 19 de abril de 1923), é uma escritora brasileira, considerada por muitos acadêmicos, críticos e leitores uma das maiores escritoras da história da literatura brasileira.12 Além de escritora, foi também romancista e contista, tendo grande representação no movimento pós-modernismo, e suas obras retratam os temas clássicos e universais como a morte, o amor, o medo e a loucura, além da fantasia.

Nascida na cidade de São Paulo, cresceu em Sertãozinho e outras pequenas cidades do interior paulista, e desde pequena demostrou interesse pelas letras. Aos oitos anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, permanecendo lá por cinco anos. De volta a São Paulo, matriculou-se no Instituto de Educação Caetano de Campos e passou a se interessar por literatura, sendo sua estreia literária com o livro de contos Porões e sobrados (1938), que foi bem recebido pela crítica. O sucesso se repetiria com Praia viva (1944). Após concluir o curso de Direito na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em 1946, onde conhecera Mário e Oswald de Andrade, Paulo Emílio Sales Gomes, entre outros, integra a Academia de Letras da Faculdade e colabora com os jornais Arcádia e A Balança. Seu terceiro livro de contos, O cacto vermelho, publicado três anos depois, recebeu o Prêmio Afonso Arinos, da Academia Brasileira de Letras. Teve seus livros traduzidos para o alemão, espanhol, francês, inglês, italiano, polonês, sueco, tcheco, além de inúmeras edições em Portugal.3

Após publicar sucessos, como Antes do Baile Verde (1970), As Meninas (1973) e Seminário dos Ratos (1977), pelos quais ganhou o Grande Prêmio Internacional Feminino para Estrangeiros, na França, o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro e o Pen Club do Brasil, respectivamente, ingressou na Academia Paulista de Letras, em 1982, e, em 1985, ocupou a cadeira de número dezesseis da Academia Brasileira de Letras, tomando posse em 12 de maio de 1987, e nesse mesmo ano, tornou-se membro da Academia das Ciências de Lisboa. Seus outros sucessos incluem: Ciranda de Pedra (1954), Verão no Aquário (1964), Mistérios (1981), As horas nuas (1989) e Meus contos esquecidos (2005). Na 17ª edição do Prêmio Camões, maior láurea concedida a escritores de países com o português como a língua oficial, ocorrida em 2005, Fagundes Telles foi anunciada a vencedora.45 Em 2016, aos 92 anos, a escritora tornou-se a primeira mulher brasileira a ser indicada ao prêmio Nobel de Literatura.6

Início de vida, família e educaçãoeditar | editar código-fonte

Lygia Fagundes nasceu em 19 de abril de 1923 em São Paulo. Filha de Maria do Rosário Silva Jardim de Moura, conhecida como Zazita, uma pianista, e Durval de Azevedo Fagundes, procurador e promotor público, que também trabalhou como advogado distrital, comissário de polícia e juiz. Em função do trabalho do pai, a família mudou-se muitas vezes para várias cidades do estado, vivendo em Apiaí, Assis, Itatinga e Sertãozinho.7 Quando tinha oito anos, Fagundes mudou-se com sua mãe para o Rio de Janeiro, onde permaneceram por cinco anos. Após a separação de seus pais, em 1936, retornou a São Paulo, onde matriculou-se na Escola Caetano de Campos e passou a se interessar por literatura, formando-se em 1937. Com 15 anos, financiada pelo pai, publicou seu primeiro livro, Porão e Sobrado (1938), que foi bem recebido pela crítica.8

Cursa, em 1939, o pré-jurídico e a Escola Superior de Educação Física da Universidade de São Paulo (USP). Começou a participar ativamente nos debates literários, onde conheceria Mário e Oswald de Andrade, Paulo Emílio Salles Gomes, entre outros nomes da cena literária brasileira. Fez, então, parte da Academia de Letras da Faculdade e escreveu para os jornais Arcádia e A Balança. Em 1941, ela matriculou-se na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, sendo uma das seis mulheres em uma classe com mais de cem homens, onde conheceu a poeta Hilda Hilst, que veio a ser a sua melhor amiga.37 Para custear os estudos, começou a trabalhar na Secretaria de Agricultura. Seu segundo livro, Praia Viva, sai em 1944, um ano antes de seu bacharelado.7 Casa-se com Gofredo Telles Jr. (filho de Gofredo da Silva Telles), seu professor de direito internacional privado, de quem herda o sobrenome, em 1947. Fagundes Telles exerce a profissão na Secretaria de Agricultura durante algum tempo, mas a abandona pelas letras, tornando-se colaboradora de A Manhã, do Rio de Janeiro, para o qual escreve crônica semanal.9

Carreiraeditar | editar código-fonte

Após retornar à cidade de São Paulo, em 1938, a escritora publicou sua primeira obra literária, o livro de contos Porões e sobrados. No entanto, sua estreia oficial na literatura deu-se em 1944, com o volume de contos Praia Viva, que recebeu avaliações positivas dos críticos literários.8 Em 1949, três anos depois do término do curso de Direito, a escritora publica, pela editora Mérito, seu terceiro livro de contos, O cacto vermelho, que recebeu o Prêmio Afonso Arinos, da Academia Brasileira de Letras.10 Após seu casamento com o jurista Goffredo da Silva Telles Jr., seu professor na Faculdade de Direito que, na ocasião, 1950, era deputado federal, muda-se, em virtude desse fato, para o Rio de Janeiro, onde funcionava a Câmara Federal.9

"Fico aflita só de pensar nas novas gerações lendo esses meus livros (os dois primeiros) que não têm importância. Eu não quero que os jovens percam tempo com eles. Quero que conheçam o melhor de mim mesma, o melhor que eu pude fazer, dentro das minhas possibilidades".

Fagundes Telles sobre Ciranda de Pedra.3

Com seu retorno à capital paulista, em 1952, começa a escrever seu primeiro romance, Ciranda de pedra (1954), que a tornou conhecida nacionalmente.11 Na fazenda Santo Antônio, em Araras - SP, de propriedade da avó de seu marido, para onde viaja constantemente, escreve várias partes desse romance. Essa fazenda ficou famosa na década de 20, pois lá reuniam-se os escritores e artistas que participaram do movimento modernista, tais como Mário e Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Anita Mafaldi e Heitor Villa-Lobos. O crítico Antonio Cândido o considera o marco de sua maioridade como escritora, e ela própria, crítica severa de seus primeiros escritos, gosta de assinalar a publicação deste romance como sua estreia como escritora.3 O livro foi adaptado com sucesso pela Rede Globo para a televisão em duas ocasiões: a primeira em 1981 e a segunda em 2008.812 Em 1958, publicou Histórias do Desencontro, que ganhou o Prêmio Artur Azevedo, do Instituto Nacional do Livro. Em 1960, Telles se divorciou e, no ano seguinte, começou a trabalhar como advogada no Instituto de Providência do Estado de São Paulo. Ela trabalharia neste escritório e continuaria suas publicações simultaneamente até 1991.7 O segundo romance da escritora foi Verão no Aquário, lançado em 1963, que novamente foi bem recebido pela crítica e ganhou o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro. Nesse mesmo ano, casou-se com o crítico de cinema Paulo Emílio Sales Gomes, com quem escreve o roteiro para cinema Capitu (1968), inspirado no romance Dom Casmurro, de Machado de Assis. Esse roteiro, que fora encomenda de Paulo César Saraceni, recebeu o Prêmio Candango, concedido ao Melhor Roteiro Cinematográfico.7 Ainda em 1963, Telles começa a escrever o romance As meninas, inspirado no momento político por que passa o país. Em 1964 e 1965 são publicados seus livros de contos Histórias escolhidas e O jardim selvagem, respectivamente.9

A década de 1970 foi de intensa atividade literária e marca o início da sua consagração na carreira. Telles publicou, então, alguns de seus livros mais importantes. Antes do Baile Verde (1970), cujo conto que dá título ao livro recebeu o Grande Prêmio no Concurso Internacional de Escritoras, na França. Em 1973, publica o romance As Meninas, que recebeu o Prêmio Jabuti; o Prêmio Coelho Neto, da Academia Brasileira de Letras e o prêmio de Ficção da Associação Paulista de Críticos de Arte.913 Em 1977, foi galardoada pelo Pen Club do Brasil na categoria de contos, pela sua coletânea Seminário dos Ratos.14

Ficou viúva em 1977, e assumiu a presidência da Cinemateca Brasileira, fundada por seu marido.7

Em 1982 foi eleita para a cadeira 28 da Academia Paulista de Letras e, em 1985, por 32 votos a 7, foi eleita em 24 de outubro para ocupar a cadeira 16 da Academia Brasileira de Letras, na vaga deixada por Pedro Calmon, tomando posse em 12 de maio de 1987. A 26 de Novembro de 1987 foi feita Comendadora da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal.15

Em 1995 Emiliano Ribeiro apresentou o filme As Meninas, baseado no romance da escritora. Em 2001 voltou a receber o Prêmio Jabuti, na categoria de ficção, pelo seu livro Invenção e Memória. Em março de 2001 recebeu o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade de Brasília.16

Em 13 de maio de 2005 recebeu o Prêmio Camões pelo conjunto da obra,7 distinguida pelo júri composto por Antônio Carlos Sussekind (Brasil), Ivan Junqueira (Brasil), Agustina Bessa-Luís (Portugal), Vasco Graça Moura (Portugal), Germano de Almeida (Cabo Verde) e José Eduardo Agualusa (Angola).17

Em fevereiro de 2016 foi indicada ao Prêmio Nobel de Literatura pela União Brasileira de Escritores.18

Vida pessoaleditar | editar código-fonte

Em 1954, nasceu seu único filho Goffredo da Silva Telles Neto.7.

E também o crítico de cinema Paulo Emílio Salles Gomes, com quem se casaria em 1962, depois de separar-se do primeiro marido. Foi um escândalo: embora oficialmente continuasse casada (a lei brasileira não admitia o divórcio) com Goffredo da Silva Telles, ela juntou-se com Paulo Emílio, enfrentando a maledicência da sociedade da época. Viveram juntos até a morte do escritor, em 1977.113

Obraseditar | editar código-fonte

Romanceseditar | editar código-fonte

Livros de contoseditar | editar código-fonte

Antologiaseditar | editar código-fonte

  • Seleta, 1971 (organização, estudos e notas de Nelly Novaes Coelho)
  • Lygia Fagundes Telles, 1980 (organização de Leonardo Monteiro)
  • Os melhores contos de Lygia F. Telles, 1984 (seleção de Eduardo Portella)
  • Venha ver o pôr-do-sol, 1988 (seleção dos editores - Ática)
  • A confissão de Leontina e fragmentos, 1996 (seleção de Maura Sardinha)
  • Oito contos de amor, 1997 (seleção de Pedro Paulo de Sena Madureira)
  • Pomba enamorada, 1999 (seleção de Léa Masima).

Participações em coletâneaseditar | editar código-fonte

  • Gaby, 1964 (novela - in Os sete pecados capitais - Civilização Brasileira)
  • Trilogia da confissão, 1968 (Verde lagarto amarelo, Apenas um saxofone e Helga - in Os 18 melhores contos do Brasil - Bloch Editores)
  • Missa do galo, 1977 (in Missa do galo: variações sobre o mesmo tema - Summus)
  • O muro, 1978 (in Lições de casa - exercícios de imaginação - Cultura)
  • As formigas, 1978 (in O conto da mulher brasileira - Vertente)
  • Pomba enamorada, 1979 (in O papel do amor - Cultura)
  • Negra jogada amarela, 1979 (conto infanto-juvenil - in Criança brinca, não brinca? - Cultura)
  • As cerejas, 1993 (in As cerejas - Atual)
  • A caçada, 1994 (in Contos brasileiros contemporâneos - Moderna)
  • A estrutura da bolha de sabão e As cerejas, s.d. (in O conto brasileiro contemporâneo - Cultrix)

Crônicas publicadas na imprensaeditar | editar código-fonte

  • Não vou ceder. Até quando?. O Estado de S. Paulo - 6 de janeiro de 1992
  • Pindura com um anjo. Jornal da Tarde - 11 de agosto de 1996

Traduções e adaptaçõeseditar | editar código-fonte

  • Para o alemão:
    • Filhos pródigos, 1983
    • As horas nuas, 1994
    • Missa do galo, 1994
  • Para o espanhol:
    • As meninas, 1973
    • As horas nuas, 1991
  • Para o francês:
    • Filhos pródigos, 1986
    • Antes do baile verde, 1989
    • As horas nuas, 1996
    • W. M., 199
    • As meninas 2005 (Les pensionnaires, Brésil 70, un rêve de liberté)
  • Para o inglês:
    • As meninas, 1982
    • Seminário dos ratos, 1986
    • Ciranda de pedra, 1986
  • Para o italiano:
    • As pérolas, 1961
    • As horas nuas, 1993
  • Para o polaco:
    • A chave, 1977
    • Ciranda de pedra, 1990 (traduzido também para o chinês e espanhol).
  • Para o sueco:
    • As horas nuas, 1991
  • Para o tcheco:
    • Antes do baile verde, s.d. (traduzido também para russo)
  • Edições em Portugal:
    • Antes do baile verde, 1971
    • A disciplina do amor, 1980
    • A noite escura e mais eu, 1996
    • As meninas, s.d.
  • Para o cinema:
    • Capitu (roteiro); parceria com Paulo Emílio Salles Gomes, 1993 (Siciliano).
    • As meninas (adaptação), 1996
  • Para o teatro:
    • As meninas, 1988 e 1998
  • Para a televisão:
    • O jardim selvagem, 1978 (Caso especial - TV Globo)
    • Ciranda de pedra, 1981 e 2008 (Novela - TV Globo)
    • Era uma vez Valdete, 1993 (Retratos de mulher - TV Globo)

Prêmioseditar | editar código-fonte

Referências

  1. «10 Grandes escritoras brasileiras do século XX». Homo Literatus 
  2. Saraiva, Livraria. «DEZ romancistas feministas importantes na história da Literatura». SaraivaConteudo 
  3. a b c d e «Lygia Fagundes Telles: escrever é meu ofício - CULTURA - Sermos Galiza - Diario de intereses galegos». 20 de abril de 2013 
  4. «Lygia Fagundes Telles vence o Prêmio Camões de 2005». Academia Brasileira de Letras. Consultado em 10 de setembro de 2017 
  5. Academia Brasileira de Letras. Biografia. Acesso em 15 de maio de 2010
  6. «Lygia Fagundes Telles é indicada ao Nobel de Literatura». Pop & Arte. 3 de fevereiro de 2016 
  7. a b c d e f g h "Dossiê: O Tempo de Lygia" – Revista Entre Livros. edição 20. Pgs. 21-26. Editora Duetto. São Paulo (2007)]
  8. a b c «Biografia de Lygia Fagundes Telles». biografias.netsaber.com.br 
  9. a b c d Jr, Arnaldo Nogueira. «Lygia Fagundes Telles». www.releituras.com 
  10. Lamas, Berenice Sica (2004). O duplo em Lygia Fagundes Telles: um estudo em literatura e psicologia. [S.l.]: EDIPUCRS. ISBN 9788574304397 
  11. a b «Ciranda de Pedra - Lygia Fagundes Telles». InfoEscola 
  12. «Lygia Fagundes Telles aprova adaptação de "Ciranda de Pedra" - BOL Notícias». noticias.bol.uol.com.br 
  13. «Lygia Fagundes Telles | Academia Brasileira de Letras» 
  14. Academia Brasileira de Letras
  15. «Cidadãos Estrangeiros Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Lygia Fagundes Telles". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 17 de fevereiro de 2015 
  16. UBE – União Brasileira de Escritores – "Lygia Fagundes Telles"
  17. Releituras – "Resumo biográfico: Lygia Fagundes Telles"
  18. «Lygia Fagundes Telles é indicada ao Nobel de Literatura». Portal G1 - Pop & Arte. 3 de fevereiro de 2016. Consultado em 5 de fevereiro de 2016 

Ver tambémeditar | editar código-fonte

Ligações externaseditar | editar código-fonte

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